VACINA E VEGANISMO

Um assunto dentro do veganismo que divide opiniões, é quanto a tomar vacinas. Tem dois lados a serem vistos: o de que as vacinas são testadas em animais e o de que tomar vacina é uma questão pública e de responsabilidade social. Por estarmos vivendo uma pandemia e de fato, na busca por uma vacina, é de extrema importância que consigamos entender o que se passa por trás de todo esse processo.

Imagem: CNN Brasil

 

Principalmente no século 20, com o advento da tecnologia e aumento das pesquisas em laboratório,  foi possível erradicar muitas doenças através das vacinas, como por exemplo, a varíola. Além disso, algumas doenças diminuíram consideravelmente o número de transmissão. Em 1918, quando ainda não se tinha vacina da gripe, morreram 50 milhões de pessoas, durante uma epidemia. Hoje, com o coronavírus, estamos chegando a 1 milhão de mortes no mundo. A vacina está sendo estudada e testada, para que esse número possa diminuir e ser controlado. 

 

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A questão que entra o veganismo nisso tudo, é de que em sua maioria, as vacinas são testadas em animais antes de serem liberadas para testagem em humanos. Segundo o site da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), os animais de laboratório são animais criados ou mantidos em Biotério para uso exclusivo em experiências científicas e teste para comprovar a eficiência de produtos tais como as vacinas, medicamentos, cosméticos e etc… Eles afirmam que, atualmente já existem vários estudos que pretendem substituir os animais nestes testes. Além disso, algumas vezes se usa gelatina, soro do boi, porco e etc, nos meios de cultura de bactérias e vírus. Com isso, muitos ativistas veganos, aderem ao movimento anti-vacina. 

No entanto, não é considerado uma violação da ética vegana, consumir medicamentos e vacinas. A Vegan Society, define que o veganismo é vivido na medida do possível e do praticável. Tomar ou não vacina, é uma questão de saúde pública. 

Imagem: Definition of veganism

 

As pessoas que se vacinam, não estão apenas se protegendo, mas indiretamente, estão impedindo a disseminação da doença, dentro da comunidade, do seu bairro, da sua cidade. É uma responsabilidade individual que impacta no coletivo. E quando lembramos dos animais que estão sendo usados para a testagem dessas vacinas, precisamos lembrar que se nós estivermos doentes, fica ainda mais difícil lutar pelo fim dessa exploração animal. Precisamos estar bem, para cuidar do outro. É a famosa frase que nos dizem no avião: “Coloque a máscara primeiro em você e depois em quem estiver ao seu lado”. 

 

Mas tudo isso não quer dizer que não podemos ser defensores ativos dos Direitos dos Animais, sem precisar colocar a nossa saúde a saúde dos outros em risco. Vamos falar do que podemos fazer para combater a exploração animal em pesquisas científicas, que esteja dentro do nosso alcance?

    • Defender a pesquisa científica, para que ela possa desenvolver métodos de teste de produtos que dispensem o uso de animais;
    • Usar o direito do aluno, de objeção de consciência, para se ausentar de qualquer obrigação, sendo aula, cursos, palestras, que fomentem ou pratiquem exploração animal em seu curso universitário.
    • Escrever ou apoiar livros e artigos acadêmicos sobre Bioética que considerem plenamente os Direitos Animais, não simplesmente o “bem-estar animal”, nas práticas científicas;
    • Organizar e/ou participar de eventos que debatam, sob o ponto de vista da Ética Animal, a exploração animal em pesquisas científicas e na indústria;
    • Falar sobre exploração animal e uso deles em laboratório nas redes sociais, respeitando a opinião contrária, mas com o intuito de levar informação para quem não tem acesso.

 

Com isso, levamos nosso veganismo pra rua, pra universidade, pra empresas e pro mundo. E sempre bom lembrar, se vacinar é uma questão de cidadania, responsabilidade social e coletiva. Vamos lutar para uma mudança nos laboratórios, sem que precisemos colocar nossa saúde e a do outro em risco. Seguimos na luta!

 

Texto escrito por Vegalizai

 

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