A IMPORTÂNCIA DAS PEQUENAS CONQUISTAS NA MUDANÇAS DE HÁBITO

Imagem: José Guimarães

 

Nunca se falou tanto sobre sustentabilidade, impacto ambiental e a relação disso tudo com o consumo de animais e derivados. Nunca se quis (e se tentou) tanto ser vegano. Muitos tentam, alguns conseguem e fica nessa eterna corrida do “tudo ou nada”. E ao mesmo tempo em que “ninguém é obrigado a nada”, todo mundo tá exposto ao constante julgamento externo, e pior ainda, ao interno.

Mas vem aqui com a gente. O veganismo é um convite a se reinventar: testar novos pratos e sabores, entender que a carne não é o “principal do prato”, criar o hábito de ler rótulos e pesquisar sobre eles, despertar consciência e ver que tudo está conectado. E de forma alguma isso deveria ser um peso!

 

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Quer dizer, não nos entenda mal. Sabemos que junto do despertar de consciência, enxergamos muitas injustiças e queremos fazer a diferença - não só a nossa, mas que o mundo mude junto com a gente. E isso é extremamente normal! É revoltante aceitar que em 7 bilhões de habitantes nesse mundão, abatemos mais de 70 bilhões de animais terrestres por ano (ONU); que 80% do desmatamento da Amazônia é para pasto de gado (TerraClasse); e que 1 kg de carne bovina (sim, aquele bife que era o “principal no prato”) gera 335 kg de CO2, gasta de 10.000 a 20.000 litros de água e consome 5 a 10 kg de grãos (ONU). Nós poderíamos seguir com a lista por horas... óbvio que é revoltante!

 

Imagem: Reuters

 

Mas convenhamos, as vezes é mais fácil julgar o vegetariano por ainda comer derivados do que perguntar seu interesse no veganismo. É mais imediato culpar o onívoro da degradação do ambiente do que entender o contexto que ele vive e o ajudar de verdade a mudar os hábitos. É legal parar pra refletir se a nossa cobrança vem pra educar ou meramente culpar. Esse estilo de vida é pra trazer amor (pra a gente e pro mundão, os dois juntos), conhecimento e consciência. 

Vem aqui e pensa com a gente. Restrição assusta. Proibição assusta. Ser incisivo assusta também. Não só assusta, como afasta. Então respira e vamos retomar o plano inicial: abordar de forma leve, gentil, comemorando as pequenas conquistas de quem tá a nossa volta, encorajando e sendo o exemplo. Certeza que assim vamos mais acolher do que assustar, resultando em muito menos abates, CO2, água e em uma alimentação muito mais sustentável.

E pra você que ainda come carne, também temos um convite: repensa sua alimentação e o impacto dela. Não é uma corrida de quem chega primeiro, então muda dentro da sua realidade e cada dia mais.

“Não precisamos supor que ou somos obrigados a fazer tudo para abolir o uso dos animais ou não somos obrigados a fazer alguma coisa a respeito. A escolha não é entre tudo ou nada. Nem é entre o altruísmo completo ou o egoísmo completo. Se não se pode alcançar um mundo sem sofrimento, podemos, sim, construir um mundo com menos sofrimento.” - Carlos Naconecy

 

Texto escríto por: Vegalizaí

 

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