COMO PROGRAMAS DE I.A. PODEM AJUDAR A PROTEGER ESPÉCIES EM PERIGO

O Google lançou uma plataforma de IA para ajudar no rastreamento e na conservação da vida selvagem. Atualmente em sua versão beta, o Wildlife Insights pode ser uma ferramenta útil para ajudar a proteger e restaurar as populações de espécies ameaçadas à de extinção.

Pesquisadores de todo o mundo usam câmeras de detecção de movimento (camera-traps) para capturar fotos de animais na natureza. Como o maior banco de dados de fotos de camera-traps, o Wildlife Insights fornecerá aos usuários dados, em tempo real, sobre animais que a maioria das pessoas nunca chega a ver.

Os usuários podem filtrar fotos por espécie, país e ano e fazer o download desses dados. Através da Conservation International, ele pode até mesmo ajudar a identificar fotos desfocadas: "A tecnologia de Inteligência Artificial desenvolvida pelo Google também ajuda os pesquisadores a identificar espécies em uma fração de segundo, acelerando drasticamente o ritmo no qual essas informações podem ser processadas e analisadas. Isto disponibiliza os dados,  para os tomadores de decisão, em tempo quase real".

Essas fotos muitas vezes não são compartilhadas, observa a organização, por isso priva os pesquisadores da oportunidade de coletar dados. No entanto, enquanto a filiação é pública - crianças, estudantes, professores, organizações sem fins lucrativos e outros podem aderir - a localização das espécies ameaçadas de extinção será ocultada.

 

Como Funciona o Wildlife Insights

 

Navegar por fotos de animais é um bom  passatempo, porém, os dados coletados pelo Wildlife Insights também visam a ter usos práticos. Pessoas responsáveis por gerenciarem áreas protegidas ou  até populações poderão monitorar espécies específicas. A Conservation International aponta que várias populações aumentam ou se estabilizam graças às áreas protegidas. Tais espécies incluem onças-pintadas, elefantes asiáticos e o cão do mato indonésio. A Wildlife Insights dará às pessoas acesso a mais dados, mais rapidamente.

Teoricamente, o Wildlife Insights  amplifica os esforços já existentes e encontra um uso que vai além da proteção de espécies ameaçadas de extinção. Como, por exemplo,  os programas de reflorestamento de certas organizações, que poderão verificar se os seus esforços estão, de fato, trazendo de volta a vida selvagem. Um governo também poderá usar tal ferramenta para "mostrar que eles estão gerenciando responsavelmente os impactos de suas atividades no ambiente local"..

A equipe fundadora do Wildlife Insights inclui Google, Conservation International, o WWF (World Wildlife Fund), o Smithsonian, a Wildlife Conservation Society e o Museu de História Natural da Carolina do Norte. A sua base de dados está agora aberta ao público.

Fonte: Livekindly

 

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