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Os efeitos da alimentação Plant-Based na microbiota intestinal

junho 15, 2021

A microbiota intestinal consiste em uma estimativa de mais de trilhões de microorganismos em cada pessoa. Estudos recentes mostram que ela está diretamente relacionada com o sistema imunológico, gastrointestinal, nervoso e cardiovascular.


Existem 3 tipos básicos de bactérias que habitam a microbiota:

  1. Prevotella - Considerado o tipo mais anti-inflamatório e protetor; mais presente em dietas à base de plantas.
  1. Bacteroides - Considerado o mais pró-inflamatório e relacionado com maiores riscos de síndrome metabólica, além de outras condições patológicas; prevalente em dietas ricas em alimentos de origem animal
  1. Ruminococcus - O tipo com menos evidências biológicas. Sua abundância é relacionada com dietas tanto à base de plantas como onívoras.

O desequilíbrio da microbiota intestinal em relação a esses três tipos tem sido relacionada com condições gastrointestinais como refluxo, esteatose hepática não alcóolica, úlceras, síndrome do intestino irritável, além de outras questões como obesidade, diabetes do tipo 2, aterosclerose, câncer, Alzheimer e Parkinson. 

Diferentes tipos de alimentação, como dieta Plant-Based vs. onívoras, impactam de formas diferentes essa microbiota. Uma alimentação à base de plantas se mostra benéfica uma vez que promove uma microbiota mais diversificada além de também promover uma boa distribuição de espécies de microorganismos.

Como citado anteriormente, há 3 perfis diferentes de bactérias prevalentes. A Prevotella, que é um gênero das bacteroidetes phyla, se mostra mais rica em uma alimentação à base de plantas.

O outro enterótipo, Bacteroides foi correlacionado com uma alimentação mais rica em alimentos de origem animal, rica em proteína e gordura saturada, devido a sua capacidade de tolerar a bile. 

Ruminococcus, o terceiro enterótipo, foi associado com um consumo de frutas e vegetais a longo prazo, uma vez que tem como atividade principal a degradação de carboidratos complexos, como a celulose, por exemplo, produzindo butirato, que tem atividade anti-inflamatória. 

Dietas ocidentais, que são mais ricas em alimentos ultraprocessados e pobres em nutrientes, tem seus componentes absorvidos no intestino delgado com mais facilidade, impedindo o intestino grosso de absorver nutrientes importantes, o que altera o metabolismo da microbiota de uma forma geral, promovendo inflamação. Ao contrário de uma alimentação vegetariana ou vegana, que tem efeito protetor ao favorecer o crescimento de bactérias que degradam fibras no intestino grosso. 

Os polifenóis presentes em alimentos de origem vegetal - como frutas, sementes, vegetais, chás e cacau - contribuem para a abundância de Bifidobacterium e Lactobacillus que promovem efeitos anti-inflamatórios e proteção cardiovascular.

Ao escolher uma alimentação mais rica em alimentos de origem animal, os polifenóis estão presentes em menores quantidades, deixando de exercer esse papel protetor no organismo. 

Com isso, podemos concluir que a alimentação é um fator primário quando se trata da composição da microbiota intestinal, que por sua vez é responsável pelo metabolismo de nutrientes, regulando todo o organismo do ser humano, de forma geral. Dos tipos de alimentação, a dieta à base de plantas demonstra mais eficiente para promover uma diversidade de microrganismos benéficos para a saúde de forma geral. 

 

Referência:

DOI: 10.3389

 



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