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INCENTIVAR PEQUENAS MUDANÇAS NA ALIMENTAÇÃO É UM GRANDE PASSO PARA SALVAR O PLANETA

novembro 16, 2021

No início o mês de novembro foi realizada 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26), principal cúpula da ONU para debate sobre questões climáticas. E quando falamos das formas, metas e compromissos para frear as mudanças climáticas já não podemos mais fechar os olhos para a questão nutricional os sistemas alimentares atuais. Dietas pouco nutritivas, o aumento de doenças crônicas não transmissíveis e o declínio da saúde do planeta estão fortemente interligados, onde a produção e o consumo de alimentos são os principais responsáveis pelo aumento da emissão de gases de efeito estufa (GEE), uso substancial da terra e doenças como o câncer e aumento da mortalidade.

 

Adotar dietas que considerem tanto a qualidade nutricional quanto o impacto planetário, como a dieta EAT-Lancet, pode ajudar a mitigar as mudanças climáticas, além de reduzir outras fontes de emissões de GEE, e ainda contribuir com a redução da incidência da mortalidade relacionada à dieta e de doenças como o câncer. Essa foi a conclusão de uma análise que avaliou os benefícios de uma dieta nutricionalmente adequada, mas sustentável, para a saúde humana e planetária.

 

Os dados utilizados nesta análise vieram do conhecido estudo de coorte EPIC (European Prospective Investigation on Cancer and Nutrition), que incluiu 443.991 participantes de 10 países europeus acompanhados por uma média de 14 anos. Os impactos planetários foram avaliados considerando as emissões de GEE relacionadas à dieta e o uso da terra. E a dieta planetária EAT-Lancet foi usada como padrão comparativo de dieta saudável e sustentável baseado em evidências, por recomendar prioritariamente o consumo diário de alimentos de origem vegetal, como castanhas, feijões, lentilha, frutas, verduras e cereais integrais e o consumo semanal de alimentos de origem animal, como carne vermelha, frango, ovos e peixes, além do consumo reduzido de gorduras e açúcares de adição. 

 

Os resultados foram consistentes com outros estudos, demonstrando que dietas ricas em carne e laticínios contribuem mais para as emissões de GEE e uso da terra, e estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de doenças e morte por câncer. Notavelmente, as dietas que promovem um maior impacto para o planeta também aumentam o risco de desenvolvimento de alguns tipos de cânceres. Optar por uma dieta sustentável, como a dieta EAT-Lancet, poderia evitar de 19% a 63% das mortes relacionadas à dieta e de 10% a 39% dos canceres incidentes, reduzindo ao mesmo tempo as emissões de GEE em até 50% e uso da terra até 62%. Tal variação nos pontos percentuais demonstra que qualquer pequena mudança em direção às recomendações da EAT-Lancet produziu benefícios significativos para a saúde humana e planetária. Reforçando que pequenos passos e pequenas trocas alimentares podem, sim, beneficiar a todos. 

 

Sem dúvida, há diversos desafios associados ao desenvolvimento de uma dieta global sustentável e estudos futuros precisarão considerar esses desafios. No entanto, a orientação e compreensão sobre o que constitui uma dieta saudável e sustentável, continua a ser crucial para o desenvolvimento de políticas de saúde pública sustentáveis, conscientização da população e melhoria das questões climáticas.

 

Referência:Laine, Jessica E et al. Co-benefits from sustainable dietary shifts for population and environmental health: an assessment from a large European cohort study. v5, 11, E786-E796. Novembro.2021. doi.org/10.1016/ S2542-5196(21)00250-3

 

Leia também: PROVANDO QUE PEQUENAS MUDANÇAS GERAM GRANDES TRANSFORMAÇÕES

 



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