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BUILDING THE BRICKS

setembro 01, 2021

Minha relação com o esporte começou num cenário bem diferente do que estamos acostumados por aqui. Apesar do primeiro contato, ainda muito novo, ter sido com a natação, considero meu primeiro esporte o tênis. Eu tinha 5 anos quando fiz minha primeira aula num clube onde minha família frequentou a vida inteira. Ali eu não fazia muita ideia do que era um esporte, o que representava o movimento do corpo e muito menos que iria se tornar um estilo de vida. Eu era apenas uma criança que tinha achado um lugar para se divertir.

Com os anos passando, comecei a participar de alguns campeonatos. Acredito que a forma como a competição foi introduzida pelos professores do clube e até pelo meu pai, foi de uma forma tão leve que parecia mais uma aula - com um incentivo a mais para ganhar. Já federado, comecei a experimentar uma parte diferente da competição que eu estava acostumado. Ali apareceram os desafiantes: jogar numa quadra de um clube que eu nunca tinha ido, geralmente com pessoas mais velhas e mais experientes. Acredito que o que me afastou do tênis neste momento foi essa mudança da diversão para competição - de alguma forma, isso afetou a minha autoestima. Foi nesse momento que aquela quadra de Squash no canto do clube (sem toda a atenção que tinham as quadras de tênis) começou a me atrair. Hoje, quase 25 anos depois, fica bem claro que eu só queria achar algo que eu pudesse voltar a me divertir e o resto seria consequência.

Depois do meu professor insistir muito, aos 10 anos participei do meu primeiro campeonato de Squash: era uma etapa do Carioca que acontecia todos anos no Clube. Foi ali que senti o primeiro gosto de dedicação e recompensa. No meu primeiro campeonato, consegui ser campeão e me senti incrível por poder experimentar essa sensação de “dever cumprido”. Aos 12, as coisas começaram a ficar mais sérias: saía da escola, fazia as tarefas de casa e ficava aguardando a hora de ir para o clube treinar. Essa rotina seguiu por mais 3 anos, sem pausas. Fui muito feliz no Squash, conquistei três títulos brasileiros, fiz amizades que carrego até hoje e pude acompanhar alguns dos meus ídolos jogarem um Pan-Americano.

Eu, que sempre fui incentivado a praticar esportes diferentes, com 14 anos ganhei minha primeira prancha de surfe. O surfe mudou completamente a minha vida, minha relação com a natureza e, pela primeira vez, senti aquela sensação de “quero isso para minha vida inteira”. De alguma forma, ficava claro que era algo muito além de competir e de ganhar, era um estilo de vida saudável que me conectava com a natureza e me trouxe as grandes amizades que tenho até hoje. Acredito que fui muito sortudo de poder tão novo estar cercado de pessoas de todas as idades, classes sociais e culturas dentro da água. A partir disso, experimentei todos os esportes que podia - essa relação com o movimento, aprender algo novo, começou a ficar muito maior do que vencer uma competição.

De alguma forma, eu sabia que aquela inquietude de experimentar novas coisas iria me levar para mais uma paixão, mas nunca imaginei que me levaria a trocar a minha carreira no mercado financeiro para trabalhar com Marketing Esportivo em uma das empresas que mais investe no esporte no mundo. Lá estava eu, com 26 anos, trabalhando com os melhores atletas de surfe, skate, wingsuit, triathlon... com apenas uma missão: dar asas a pessoas e ideias.

Foi nessa fase que comecei a me interessar mais nos desafios pessoais, na vontade de desfiar meu corpo e minha mente. Nisso, conheci o Triathlon. Pensei comigo: "Gosto de muitos esportes e aqui tenho a oportunidade de fazer 3 em 1. Não pode ficar melhor, certo?". O que eu não fazia ideia era de como o Triathlon iria me ensinar coisas que nenhum outro esporte ensinou, tanto na vida pessoal como profissional. É um esporte de dedicação - independentemente do seu nível, seja um profissional, um amador ou um aventureiro, como gosto de me classificar. O que você faz hoje, traz resultados num momento futuro. Gosto muito de uma expressão muito usada para uma certa fase do treinamento: “Building the bricks”. Longe da competição e em contato com a natureza, foi mais um esporte que mudou meu estilo de vida e me trouxe mais um punhado de grandes amizades.

Foram anos de amor e dedicação ao esporte - que me trouxeram um olhar para a natureza, o corpo e a mente. Como sócio-fundador da MOTHER, conto para vocês: se hoje ela existe, é pelos aprendizados e experiências que o esporte nos traz. Em determinado momento, paramos para pensar que, como amantes do esporte outdoor, não é coerente aproveitar a natureza para os nossos melhores momentos de treino e, ao chegar em casa, consumir um suplemento que causa grande parte da degradação desse lugar tão mágico.

A nossa missão é levar essa consciência às pessoas, usando o esporte como ferramenta de conexão. A saúde como benefício individual e um planeta melhor como consequência.

Venha plantar mudanças surpreendentes com a gente.

 

 



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