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A Indústria do Ovo

dezembro 29, 2020

A indústria do ovo é tão cruel quanto a da carne e a do leite, mas percebemos que muitas pessoas não conseguem fazer essa associação. A desculpa sempre é “Mas a galinha vai botar o ovo igual…”. E sim, é natural ela colocar ovos. O que não é natural e se torna agressivo, é o que a indústria faz para que as prateleiras dos supermercados estejam cheias de ovos o tempo todo.

 

Leia também: COMO SUBSTITUIR OVOS EM RECEITAS

 

Antes de tudo, o que é o ovo que comemos a vida inteira? A gema é o óvulo da galinha. As galinhas ovulam para a reprodução, igual aos seres humanos. E esse óvulo pode ser fecundado - gerando filhotes - ou não fecundados, que é o que comemos. Nos alimentarmos do óvulo de um animal, o que te parece isso?

Mas desde muito antigamente, as pessoas usam ovos para sua alimentação. Com isso, as indústrias foram percebendo a grande demanda e tornaram ainda mais acessível à população, devido a industrialização. E aí entra o maior problema atual: galinhas modificadas geneticamente, galinhas com diversos problemas de saúde, negligenciadas, separadas dos filhotes, engaioladas, mutiladas e mortas, quando não servem mais para pôr ovos. 

Atualmente, as galinhas poedeiras (destinadas à produção de ovos), costumam botar, em média, 300 ovos por ano. Mas sabemos que é naturalmente impossível que uma galinha ponha tantos ovos por ano. Tudo isso acontece porque a atual galinha de granja é um produto da seleção genética ao longo do tempo. 

E através dessa seleção genética, as galinhas também desenvolvem diversos problemas de saúde. É muito comum, que elas tenham tumores nos ovários ou ovos presos e quebrados em seus corpos. Além disso, elas são mais propensas ao desenvolvimento de problemas no fígado, problemas respiratórios e problema nos olhos. Isso tudo, porque elas são criadas em espaços muito pequenos e são negligenciadas pelos “cuidadores”. 

 

Imagem: Bateria de Gaiolas

 

Agora, precisamos falar sobre esse sistema de baterias de gaiolas. A movimentação das galinhas é super restrita e elas são privadas de vários de seus instintos naturais. São fileiras de gaiolas muito sujas, cobertas de fezes, superlotadas e com animais em pânico.  A aves ficam com as patas inchadas e rachadas, por pisarem no chão de arame. Elas competem por espaço, então prendem suas asas nos arames e machucam umas às outras. 

Por ficarem muito tempo engaioladas juntas, em um pequeno espaço de confinamento estressante, as galinhas acabam se auto mutilando e têm alta incidência de de canibalismo entre elas, fazendo com que os trabalhadores cortem uma parte de seus bicos super sensíveis, sem qualquer analgésico. Essa conduta se chama debicagem, feita por lâmina quente. 

E sobre ovos de “galinhas livres”, que tanto escutamos de quem insiste em continuar comendo ovo... será que elas são tão livres assim? Mesmo criadas soltas, as galinhas ainda são submetidas a debicagem para não se automutilar e quando são consideradas “gastas”, são abatidas por não fazerem mais seu trabalho. Enquanto uma galinha viveria até 8 anos, ela é morta com 1 ano. 

 

Imagem: Site Revista SAFRA ES

 

Tá, e os pintinhos? Ninguém comenta sobre eles, porque dói. Os pintos machos não podem pôr ovos e não pertencem à raça de frango usada para corte. São considerados sem valor pela indústria aviária e, depois de separados das fêmeas, são descartados. Uma das práticas mais comuns, é a de triturá-los vivos em um macerador mecânico. Outra opção, é matar os pintinhos por asfixia por gás. 

Então sim, há problemas em comer ovos. O interesse das pessoas é usar o animal para qualquer fim, sendo ele explorado e morto para o nosso benefício, seja na alimentação, testes, entretenimento e roupas. A importância de se falar sobre a indústria do ovo é enorme. Ela é tão agressiva quanto a de carne. 

 

Texto escrito por Vegalizai



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